quarta-feira, 19 de maio de 2010

Ser Pobre

casaldosmoinhos.blogspot.com/2010/04/ser-pobre.
Estava eu entretido a arrumar alguns e-mails nas pastas próprias, outros eram apagadas entretanto tropecei num que me fez parar e não resisti em transcrever aqui o seu conteúdo, porque tem tudo a ver com a minha terra. Este e-mail recebido faz algum tempo, conta a seguinte história:
Titulo: O QUE É SER POBRE!
Um pai, bem na vida, querendo que seu filho soubesse o que é ser pobre, o levou para passar uns dias com uma família de camponeses.
O menino passou 3 dias e 3 noites vivendo no campo.
No carro, já de regresso à sua casa na cidade, o pai perguntou:
Boa, responde o filho, com o olhar perdido à distância.
O filho respondeu:
Que nós temos um cachorro e eles tem quatro.
2 - Que nós temos uma piscina com água tratada, que chega até a metade do nosso quintal. Eles têm um rio sem fim, de água cristalina, onde tem peixinhos e outras belezas.
3 - Que nós importamos candeeiros do Oriente para iluminar nosso jardim, enquanto eles tem as estrelas e a lua para iluminá-los.
4 - Nosso quintal chega até o muro. O deles chega até o horizonte.
5 - Nós compramos nossa comida, eles cozinham.
6 - Nós ouvimos CD’s... Eles ouvem uma perpétua sinfonia de pássaros, pardais, sapos, grilos e outros animaizinhos...tudo isso às vezes acompanhado pelo sonoro canto de um vizinho que trabalha sua terra.
7 - Nós usamos microondas. Tudo o que eles comem tem o glorioso sabor do fogão à lenha.
8 - Para nos protegermos vivemos rodeados por um muro, com alarmes...Eles vivem com suas portas abertas, protegidos pela amizade de seus vizinhos.
- Nós vivemos ligados ao telemóvel, ao computador, à televisão. Eles estão 'ligados' à vida, ao céu, ao sol, à água, ao verde do campo, aos animais, às suas sombras, à sua família.
O pai ficou impressionado com a profundidade de seu filho e então o filho terminou:
Obrigado, pai, por ter me ensinado o quanto somos pobres Cada dia estamos mais pobres de espírito e de observação da natureza, que são as grandes obras de Deus.
Nos preocupamos em TER, TER, TER, E CADA VEZ MAIS TER, em vez de nos preocuparmos em SER.Victor Gonçalves, Do blog Casal dos Moinhos casaldosmoinhos.blogspot.com

terça-feira, 18 de maio de 2010

FESTAS DO CARVALHAL DO SAPO


 Mais um vez vai esta aldeia viver a alegria das suas festas anuais, em honra do seu Orago, São João Baptista
Este ano serão realizadas no dia 26 de Junho.
                                                 
                                                      
PROGRAMA DAS FESTAS - 2010

Sexta feira, 25 de Junho
08.00,horas-Abertura do evento com música da aparelhagem sonora -  Som Argus
   
Sabado, 26 de Junho

08.00, horas às  21.30 -Espaço animado pelo Som Argus

10.00, horas - Chegada da Banda Filarmónica Avoense

10.20, horas - Arruada da Banda, pelas ruas da aldeia

10.40, horas - Missa Solene, celebrada na capela da aldeia.
Seguindo-se a tradicional  procissão pelo habitual percurso das ruas da aldeia, acompanhada pela Banda Filarmónica Avoense.

13.00, horas - Tradicional leilão das oferendas

16.30, horas - Actuação final da Banda Filarmónica Avoense

17.00, horas - despedida da Banda

22.00, horas -  Inicio do tradicional baile abrilhantado pelo Conjunto  Musical - LAMIRÈ

01.00, hora - Encerramento da actuação do Conjunto Musical - Lamiré

                                                DOMINGO, 27 DE JUNHO

08.00, horas - Alvorada com musica da aparelhagem sonora  SOM ARGUS



15.00, horas - ENCERRAMENTO DAS FESTAS

A Mordomia tem uma enorme satisfação em convidar todos vocês a estarem presentes na festa da nossa aldeia. Contamos com a presença de todos. Venha divertir-se e conviver connosco.   

quarta-feira, 12 de maio de 2010

O QUE É UM MUSEU



O museu é uma entidade de criação onde se preserva a memória de um povo, de uma cidade de uma pessoa, enfim é o lugar de histórias interessantes que nos faz viajar pelo tempo. Mas apesar de contar o passado que já aconteceu, o Museu é o lugar ideal para meditar-mos sobre o presente e reflectirmos sobre o nosso tempo. Quando visitamos um museu podemos pensar, por exemplo, na transformação, evolução dos objectos. Por exemplo imaginem como o processo da escrita se foi modificando ao longo da evolução da história, desde a invenção do papel até a criação do computador. Pensem também como vivemos hoje? e como viviam os nossos antepassados? Já pensaram como seria recebermos hoje a visita de um ser da pré-história. Com certeza ele ira estranhar, os enormes prédios existentes pela cidade, as pontes os túneis, enfim todas as grandes obras da actualidade, seria um enorme choque para um ser que viveu num passado pré-histórico encontrar-se com actualidade. Em todo o mundo existem museus com diferentes nomes, que podem variar conforme o tipo de material que apresentam. Assim, temos os museus históricos, os museus de ciência, os museus de arte, as cidades museus, assim como os ecomuseus, e como o museu não deixa de acompanhar as mudanças dos tempos, temos também os museus virtuais.
O museu é uma instituição permanente, sem fins lucrativos, ao serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, aberta ao público e que pode promover pesquisas relativas aos testemunhos materiais do homem e do seu ambiente, conserva-os, comunica-os, e expõe-nos para estudo, educação e prazer. O museu é um espaço onde todos podem ir, que recolhe, estuda e conserva os objectos que depois são apresentados em exposição.
O trabalho desenvolvido pelos museus, permite a criação de uma identidade cultural, assumindo o património um significado especial. Os objectos contam-nos histórias, revelam-nos o nosso passado, a nossa identidade.
 A visita a um museu traz-nos sempre mais conhecimentos, onde podemos descobrir sempre coisas novas, pois o museu é um lugar de descobertas.
Acácio Moreira
Visite, desfrute da leitura e vote no seu texto preferido.
Texto publicado no âmbito de blogagem colectiva , aldeia da minha vida

sábado, 1 de maio de 2010

OS CONTOS DE FAJÃO

 A VISITA DO BISPO

A certa altura Fajão foi provido com um novo cura, e logo nesse ano o Senhor Bispo anunciou a sua visita pastoral.
Foi numa tarde amena que o dito cura se encontrou com  o Juiz em passeio, e logo o cura disse para o juiz:
Olhe, qualquer dia vem aí o Senhor Bispo, em visita  pastora, e o que é certo é que eu não estou ainda lá muito bem habilitado para orientar as coisas.
E logo o Juiz disse: Ó senhor prior, não se preocupe.Se quiser, dê-me as suas ordens, que eu trato disso tudo e resolvo-lhe os problemas todos.
Está bem eu agradeço; trate-me lá disso tudo, para a freguesia não ficar mal.
Assim foi. O juiz preparou tudo, e no dia da visita lá foram todos para a serra esperar o Senhor Bispo, e está claro que à frente ia o Juiz, para ser o primeiro a cumprimentá-lo.
O Juiz aproximou-se, tirou o barrete e cumprimentou: « Então, Senhor Bispo, passou bem ? Fez boa viagem? E como está a senhora Bispa, e os bispinhos todos, estão bons?»
O Senhor Bispo não se desmanchou, e respondeu: - Bem; está tudo bem, muito obrigado. Foi recebendo os cumprimentos dos principais da vila, mas a certa altura a mula do Senhor Bispo pôs uma pata em cima do sapato de um deles. O homenzinho lá foi aguentando, mas quando já não podia mais perguntou:
- «O Senhor Bispo ainda se demora aqui muito tempo? É que a mula de V. Ex.ª  tem um pé em cima da minha pata!»
Depois foram todos em procissão por ali abaixo. Perto da igreja, o Senhor Bispo paramentou-se e lá foram seguindo. Ao chegar o cortejo à igreja, o Senhor Bispo que era muito alto e ainda com a mitra em cima, estava a ver que não podia entrar. Então o Senhor Juiz chegou-se ao pé do «Senhor Bispo, faz favor de abaixar a cornadura, se não bate lá em cima!» Bem .Pois o Senhor Bispo baixou a cabeça e entrou. Na igreja as cerimónias decorreram como era costume. Depois foi a parte exterior, as cerimónias civis. Dirigiram-se ao aos Paços do Concelho. No cimo das escadas o Senhor Bispo tropeçou e rolou pelas escadas abaixo. Ora o Juiz tinha dito ao povo para fazerem o que o Senhor Bispo fizesse; então, julgando que aquilo também fazia parte das cerimonias, puseram-se todos a rolar pelas escadas abaixo.
Depois daquele percalço entraram todos nos Paços do Concelho, para uma recepção e almoço. Tudo normal, como  é  uso nestas visitas. Mas a certa  altura o Juiz, que não tinha esquecido nada para preparar uma recepção condigna, e por isso tinha preparado uma ca(ga) deirazita; como o Senhor Bispo não tinha pedido nada, lembrou-se de que ele devia precisar. Sim, porque todos nós sabemos o que são necessidades. Então chegou-se ao pé do Senhor Bispo e disse-lhe ao ouvido: Olhe lá, o Senhor Bispo, talvez precise de cag...
 - Não será pior, não! - respondeu ele. (Contam outros pormenores que para o caso não adiantam ).
O que é certo é que o Senhor Bispo veio muito bem impressionado com a visita pastoral a Fajão
Do livro os contos de Fajão. - Por P.e A. Nunes Pereira

sábado, 27 de março de 2010

TÁCTICAS AFRICANAS

Dois Moçambicanos à conversa:

-Mano, pus soalho flutuante nos casa! Bonito! Assim quando vier as próximas cheias, o chão flutua e não fico com a casa inundada!...

- Mas, se vierem muitas cheias, isso sobe muito e tú báte  mésmo com os cornos nos tecto, pá!!!
- Nãos tem problema, méu; também pus os tecto farso

quarta-feira, 3 de março de 2010

ONDE CRESCEU O MEU PAI





O meu Pai nasceu, cresceu e faleceu no Carvalhal do Sapo

Manuel Moreira, nasceu no Carvalhal do Sapo em 26 de Agosto de1921 e faleceu a 31de Dezembro de 2008.
É costume comentar que a vida são dois dias, a data do nascimento e a data da morte e vemos esta realidade cada vez que vamos a um cemitério e a prova disto está espelhada em todas as lápides e o seu dizer singelo traduz esta realidade. Nasceu a tantos de tal e faleceu a tantos de tal. A diferença entre estas datas é um interregno da vida, uma imagem que perdurará ou se extinguirá, consoante as acções que podemos fazer em vida e que marcam a nossa passagem por este mundo.
Manuel Moreira, neste seu interregno, foi uma figura que marcou a sua passagem por este mundo na nossa terra, e que ficará para sempre na memória das nossas gentes, foi sempre uma figura marcante, de grande carisma para a era em que viveu, foi um grande exemplo para a sua e futuras gerações. Um símbolo dum mundo que deixou marca e que infelizmente está a desaparecer!
Era um homem que fazia da convivência uma devotada arte de partilhar a amizade, O seu grande amor pela família e a amizade pelos amigos era o que de mais importante tinha na sua vida.
Teve uma vida difícil, uma juventude vivida em terra inóspita de fracos recursos que tornava a vivência muito dura. E foi na esperança de uma vida melhor que tomou o rumo a Lisboa, onde foi procurar um meio de subsistência melhor que encontrou como moço de armazém, onde se empregou durante toda a sua passagem pela capital. Contudo as saudades da esposa e do primeiro filho, já nascido, começa a apertar e a angústia da distância a fazer-se sentir… e assim, há que enfrentar a situação! Foi na tentativa de conseguir dar novo rumo à vida dura, aos salários miseráveis, à separação da família pela distância que surge a oportunidade que há algum tempo ecoava o regresso à sua terra. Era uma oportunidade única, dar seguimento a um pequeno estabelecimento de comércio misto aí existente. Ultrapassados alguns percalços pelo meio, os escassos meios para enfrentar as dificuldades que se avizinhavam, foi com a grande força de espírito de que sempre foi portador que tudo se ultrapassou e o seu objectivo conseguido. Mesmo após o seu regresso à terra natal, a vida permaneceu dura mas na companhia da família e podendo contar com o seu apoio, foi mais fácil lidar com a crueza duma luta que afinal nada mais foi que o apanágio de uma vida.

ONDE CRESCEU O MEU PAI


Pode ler o texto publicado neste blog com o titulo MANUEL MOREIRA o Moreira do Carvalhal, aqui muito mais desenvolvido pela razão de na blogagem colectiva  o texto estar limitado a 25 linhas 
O que é perfeitamente compreensível

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

CANOAGEM NO CEIRA


SABADO 20-02/2010


Chegada  à ponte velha Cabreira


Há já alguns anos que se tornou habitual e quando as condições atmosféricas e o caudal das águas  assim o permitem, que um atrevido grupo adepto da canoagem se dedica a fazer a descida do rio Ceira. Conforme o caudal das águas do rio, assim se decide qual o melhor trajecto a fazer. Habitualmente entre Vale Pardieiro e Góis. Conforme o local de partida , assim se decide onde terminar a etapa do dia. As decisões são normalmente tomadas pelos veteranos da "Kompanhia das Aguas" Mário Martins e Carlos Dias. Uma descida do Ceira nesta modalidade para mim constitui um verdadeiro desafio face à minha inexperiência, neste tipo de "aventura".
Mas vamos ter de confiar nos grandes entusiastas da modalidade, como o Mário Martins e o Carlos Dias pessoas com larga experiência nestas andanças. O amanhecer no Colmeal acordou nessa manha com um pouco mais de bulício do que o habitual,o Rio ficou muito mais alegre e colorido nesta manha de sábado 20/02/2010, quando os intervenientes desta aventura começaram a chegar junto da ponte do Colmeal e se preparavam para dar início à descida do rio, até junto da ponte nova na Cabreira. Proeza que realizaram com carácter de grande destreza, desportivismo e camaradagem.


Descida do açude na ponte velha da Cabreira junto ao velho lagar




Terminada a etapa, faz-se o regresso ao Colmeal, para dar início ao retempero das forças, para o qual houve a prestável e agradável colaboração do grande artista Carlos Dias mestre na área do bem saber cozinhar, papel que desempenha com grande mestria e conhecimento como o cozinheiro de serviço. E que bem que desempenha esta tarefa, com um excelente serviço, digno de um Rei. O meu muito obrigado.
Houve também e como sempre tem sido hábito a gentil e grande colaboração por parte da União Progressiva da Freguesia do Colmeal na pessoa do seu presidente Sr. António dos Santos que nos honrou com a sua presença e colaboração. Não menos importante foi a colaboração da Junta de Freguesia do Colmeal, onde o Sr. Presidente e o presidente da Assembleia Geral estiveram presentes dando a sua colaboração e apoio ao evento.



Chegada ao final da etapa na ponte nova da - Cabreira

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Este aparato sem igual foi só para a fotografia 



Terminada a etapa começa uma nova azáfama, mudar de roupa e providenciar o transporte de pessoas e equipamento ao local de partida.


REGRESSO AO COLMEAL

Final do dia vem um novo convívio, sentar à mesa e retemperar forças,   em ameno cavaqueio vai-se comentando as aventuras do dia,  e preparando  o itinerário  para o dia seguinte.

De salientar que dado o grande numero de participantes, o fecho do dia foi feito com o desfrutar de uma bela refeição confeccionada como já atrás referi pelo cozinheiro de serviço Sr. Carlos Dias no antigo edifico da Escola Primária do Colmeal.. De salientar  a também a preciosa colaboração do meu velho amigo Artur Domingos da Fonte.


Imaginem só este tamanho de"tacho"

 

E para retempero das forças, um rancho à moda do Carlos Dias - são servidos ?

 

Olhem só para esta apresentação!

Para a entrada , além de outras iguarias, de salientar o "paté de atum"  receita do Carlos Dias que estava uma autêntica maravilha,


Temos aqui um creme de peixe, que estava uma delicia, aprovado por unanimidade.



Aqui temos a colaboração do Artur da Fonte dando o toque final neste maravilhoso creme de peixe
 que fez uma deliciosa entrada



Como seria de esperar também houve direito a sobremesa,. uma gentileza do participante e cozinheiro de serviço Chefe Carlos Dias


  

E ainda, um delicioso Leite creme







 Aqui uma grande demonstração da simpatia solidariedade e gentileza com que os participantes deste evento foram recebidos .No decorrer da lauta refeição que degustavam em ameno cavaqueio, aparece um grande amigo, um amigo que queria que nada faltasse naquela mesa e então  presenteou os presentes com dois excelentes tipos de digestivos,  um Logan especial e uma deliciosa e bem tradicional aguardente de mel com muitos, muitos anos de idade. Uma iguaria sem precedentes. Porque disto já não se faz por estas terras. Isto eu posso justificar, porque sendo eu um bom apreciador deste néctar à muito tempo não tinha o prazer de saborear uma coisa tão deliciosa.
Para além de ainda sermos convidados a entrar em sua casa e aquecermos  na sua lareira 

Um bem-haja  pela colaboração,a hospitalidade e o carinho com que nos receberam

(Lamento não saber o nome deste querido amigo, deixo aqui a mensagem para quem o conhece fazer o favor de o fazer na rubrica comentários do post)

DOMINGO 21 - 02 - 2010
PRAIA DA PENEDA


No segundo dia, Domingo, a partida foi feita a partir de Góis, com início na Praia da Peneda e destino a Casal do Ermio, Serpins. Com grande pena minha e por razões pessoais não pude fazer o acompanhamento desta etapa.
 RIO CEIRA GÓIS




Praia da Peneda -  Góis

No comando das operações vemos aqui, Mário Martins a saltar o açude da praia do Cerejal - em Góis




Mais um grupo de participantes que se aventura no salto do açude da praia do Cerejal- Góis

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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O Carnaval e o Serrar da Velha


Carnaval e Entrudo são palavras com etimologias diferentes mas com significado igual para o período que vai desde o domingo da Septuagésima até à quarta-feira de cinzas.
É com o aparecimento da cultura cristã que o Entrudo nos aparece com celebração ligada ao período de abstinência imposto durante os quarenta dias da Quaresma.
Seja como for o Carnaval ou Entrudo será uma festa cujo significado e vivência estará sempre de acordo com a cultura de cada região. Não deixa também de ser uma festa de liberdade, onde tudo é permitido fazer-se de acordo com as tradições locais. E onde preceitos e bons costumes tendem a ser esquecidos para permanecer durante três dias o quase “vale tudo”. È mesmo um período que goza de muita permissividade e afincada sátira à sociedade em especial aos políticos. O divertimento carnavalesco foi, desde sempre, irreal e utópico mas, do verdadeiro Carnaval já pouco resta. Tem sido substituído por festas imitativas do Carnaval Brasileiro, samba e corpos quase nus.


Na minha aldeia havia a tradição de correr o Entrudo até à aldeia vizinha. Este consistia em levar um boneco feito a preceito com matérias-primas diversas e vestido a rigor com indumentária de cariz carnavalesco. Reunia-se o grupo de guerra sempre bem mascarado, que avançava em direcção à aldeia escolhida para ir deixar o Entrudo, tudo decorria calmamente até conseguir com que o Entrudo (boneco) ficasse dentro da povoação vizinha. Tarefa terminada com sucesso havia que bater em retirada com grande alarido. O que por vezes corria mal dado que havia outro grupo alerta da aldeia oposta esperando os intrusos e entre pedradas e umas pauladas, ganhava quem corria mais rápido. Mas tudo acabava sempre em boa harmonia. Era festa, era Carnaval! Tudo se aceitava. Cumpria-se a tradição. 

Outra tradição que nas beiras também fazia parte desta quadra, era o serrar da velha a meio da Quaresma. Era uma tradição exclusivamente feita por solteiros. Todos se apetrechavam, envergando desde os velhos e grandes chocalhos, aos mais inusitados instrumentos arranjados para fazer barulho. O sino da torre da igreja acabava de dar as doze badaladas da meia-noite e eles aí vão. Acompanhados de um cortiço e um pau ou algo que imitasse o barulho de serrar, e entre grande algazarra, chocalhadas e outros instrumentos, paravam à porta da mulher mais idosa da aldeia de preferência que fosse solteirona e entre cantorias indicadas para a ocasião e sempre com alguma malícia vai de serrar no cortiço gritando serrar a velha serrar velha. Claro que muitas vezes terminava com um grande penicada por cima dos intervenientes, já reservada desde umas semanas atrás pois a situação já era prevista e afinal a idade também traz experiência.
Texto publicado no blog www.aldeiadaminhavida.blogspot.com/. Visite, desfrute da leitura e vote no seu texto preferido.
Boas leituras.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O BODO

Uma vez mais, houve convívio traduzido em festa com o cumprimento de uma tradição entre as gentes das nossas aldeias. Aqui existe uma tradição interessantíssima. Nesta freguesia distribui-se anualmente um bodo de remota origem, a que sucessivas gerações têm sabido, com orgulho, dar cumprimento. Esta corresponde a uma promessa feita ao Mártir São Sebastião para que intercedesse a favor das gentes da freguesia. A tradição antigamente consistia numa distribuição a cada pessoa presente, de um pequeno pão, uma mão cheia de castanhas piladas cozidas e um copo de vinho. Com o passar dos anos e o desaparecimento de muitos dos soutos, que eram abundantes nesta zona, hoje quase dizimados pelo flagelo dos incêndios, pelo abandono dos seus proprietários ou ainda pelas moléstias da natureza, passou então a ser dado uma quantidade de figos secos em substituição das castanhas piladas.
Como determina a tradição da oferenda do bodo, de carácter religioso e celebrado tradicionalmente no dia 20 de Janeiro, actualmente no domingo mais próximo, para facilitar aos conterrâneos que vivem longe. As expensas deste acto cabem por norma um ano a cada aldeia da freguesia. Este ano 2010, foi a vez da minha aldeia Carvalhal do Sapo custear e fazer a distribuição da oferenda, distribuição essa que é sempre realizada no adro anexo à igreja paroquial do Colmeal com celebração de missa e procissão. De salientar aqui um elogio à mordomia deste ano, que se destacou-se pela inovação ao colocar um fogão com uma frigideira no recinto da distribuição do bodo e um membro da paróquia ia dando cor e movimentos aos pedaços de carne de porco, que lentamente iam fritando, próprios para a confecção de torresmos, prato bem tradicional desta região. Conforme iam alourando, iam sendo distribuídos aos presentes, que em amena cavaqueira, e alegre convívio os iam degustando e regando com um branco ou tinto conforme o gosto. De louvar também foi a atitude que teve uma paroquiana que, (vejam bem!) teve a ousadia de oferecer uma grande cesta cheia de filhós (coscorão) para que não faltasse sobremesa. Bem-haja à sua gentil “ousadia”. Já agora deixo uma dica o próximo bodo é em Janeiro de 2011. Queremos continuar a celebrar as tradições (com algumas inovações), manter vivo o espírito de convívio e sempre com um convite aberto a quem queira connosco partilhar uns bons momentos de alegria!
Acácio Moreira

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

AS JANEIRAS



ASSIM ERAM AS JANEIRAS NA MINHA ALDEIA

Festejado o Natal e o nascimento de 2010, digerido o espumante, é tempo de fazer contas à vida, Levantar âncora e rumar para entrada no novo ano, com o cantar das janeiras.
As Janeiras são uma tradição muito antiga. Em muitas das nossas aldeias mantém-se bem viva esta tradição. Em especial nas Beiras e norte de Portugal vai passando de geração em geração, assim como o reportório musical que a esta quadra está associado.
Na minha aldeia forma-se um grupo de pessoas que tocando diversos instrumentos como a concertina, guitarra, ferrinhos, pandeireta, viola assim como outros inventados pelos próprios participantes, percorrem as ruas entoando cânticos associados às Janeiras.
Parando frente a cada porta de casa habitada. Convidando com os seus cantares o dono da casa a vir dar-lhe as Janeiras e desejando, assim um bom ano aos seus vizinhos. São normalmente convidados a entrar e são-lhes oferecidos algumas iguarias, como filhós, chouriço, morcela, toucinho, broa, castanhas, hortaliças e vinho, porque no final da caminhada à aldeia o conteúdo apurado durante o porta a porta, vai servir para a confecção de uma refeição tipo petiscada em que toda a gente pode participar. Continuando sempre com os seus cantares e danças tradicionais pela noite dentro.
É bom que se vão mantendo certas tradições. É uma forma de manter bem vivas as nossas aldeias, manter o convívio e a harmonia entre as pessoas que às vezes parece estar a morrer. De algum modo as Janeiras ou o cantar dos Reis permanece, não só na memória, mas também no quotidiano de muitos dos portugueses. È pena que cada vez há menos adeptos destas manifestações populares, o que também se deve à desertificação que se vai verificando cada vez mais nas nossas aldeias, em especial do nosso Portugal interior. Antigamente era também usual as crianças fazerem o seu pedido das Janeiras, Juntavam-se em grupos pequenos pela manhã bem cedo, com um saquito na mão e batiam de porta em porta esperando uma pequena dádiva como uns rebuçados, castanhas piladas, figos secos, uma fatia de bolo Rei, ou bolo escangalhado ou num grande dia de sorte uma tabele te de chocolate.
 


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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

O NATAL NA MINHA TERRA






A vida tem sempre algumas contradições que são engraçadas. Sempre adorei a quadra festiva do Natal e muitas vezes tive grandes decepções nesta época. Talvez porque sonhe com coisas que não são comuns a todos nós.


É uma quadra que desde criança sempre senti ter uma magia muita grande para mim, sinto-a no ar talvez por criar grandes expectativas embrenhar-me em recordações, talvez porque sinto as coisas de maneira diferente das pessoas que me rodeiam, isto conduz-me a um estado de tristeza e nostalgia. O espírito do Natal deu lugar a um espírito de consumo cinismo e hipocrisia


Famílias inteiras sentam-se à mesa, trocam presentes, sorriem, com aquela alegria falsa e cheia de hipocrisia, como se durante todo o ano, ou toda a vida tivessem mantido entre si o espírito de família.Na minha mesa da consoada as cadeiras têm sido ocupadas por cada vez um número menor de pessoas. Uns já faleceram e deixam uma enorme saudade, outros afastaram-se e deixam um, misto de saudade e alívio, outros há que querem impor a sua presença mas por motivos que sabemos não ser os mais desejados outros serão ou não, mas com um espírito diferente do meu. Talvez por obrigação, ou só por respeito a alguns membros da família. Esse não é o conceito que eu gostaria que fosse o do Natal. Tantas vezes se diz que o Natal é sempre que nós o quisermos. Será? Por onde anda o espírito de família? A partilha do bom e do mau, a cumplicidade, a união, o espírito de entreajuda, o respeito mútuo. Certas quadras não deveriam existir, não por aquilo que representam, mas por aquilo que nos fazem acreditar que são.
Mas têm de existir mesmo, para que possamos reflectir sobre muita coisa. Para que tenhamos a oportunidade de mudar o que nos magoa. Para que deste modo possamos dar mais uns passinhos, por muito pequeninos que sejam, em direcção a um bem muito maior, que é o bem-estar da humanidade. Talvez ao sentirmos o afastamento da família ou o espírito da família nesta quadra de Natal, nos leve a meditar e a alargar os horizontes e a pensar que todos na terra deviam viver unidos por esse espírito. Se existem tantas famílias que não se dão bem como podemos querer a paz no mundo. O melhor será começarmos pela nossa família já que não conseguimos mudar o mundo, peço a Deus que nesta quadra nos ajude a manter o espírito de família, nesta ínfima célula a que está reduzida a minha família e que esse espírito vá passando de geração em geração. No Natal reaprende-se o verdadeiro significado de estar em família, de ouvir aquela voz que já não se ouve há muito ou o receber uma lembrança de alguém improvável.

(Texto publicado na blogagem colectiva de Dezembro "O Natal na minha terra" no blog 

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O MAGUSTO NA MINHA INFÂNCIA


O Magusto é sempre uma festa popular, cujas maneiras de o celebrar variam um pouco consoante as tradições regionais.


É tradição juntarem-se grupos de amigos e famílias à volta de uma fogueira normalmente ao ar livre

onde se vai assando castanhas para comer, bebe-se água -pé, vinho novo e jeropiga, cantam-se cantigas , as pessoas enfarruscam-se

com as cinzas, fazem-se brincadeiras, tudo na maior alegria. Quando aparece uma castanha "parida", é oferecida uma das partes a outra pessoa

ficando assim a ser compadres. Uma tradição na minha aldeia ainda sendo hoje usada pelos mais velhos.Embora o magusto seja normalmente realizado em dias festivos, é tradição em dia de todos os santos e São Martinho haver magusto colectivos e familiares em todo o nosso Portugal. Antigamente na minha aldeia era motivo de pretexto para os mais jovens nas tardes de domingo em época de castanhas fazerem o magusto para se poderem reunir e divertir à volta do lume feito com caruma dos pinheiros, com que assavam as castanhas. Uns ocupavam-se de ir apanhar a caruma , outros ofereciam castanhas e outros levavam a água-pé ou a jeropiga, e assim se passava uma bela tarde de domingo que muitas vezes terminava com um bailarico pela noite dentro.

Reza a lenda que, em dia tempestuoso ia São Martinho, soldado romano, montado no seu cavalo, quando viu um mendigo quase nu, tremendo de frio, que lhe estendia a mão suplicante, São Martinho não hesitou: Apeou-se do cavalo com a sua espada cortou ao meio a sua capa de militar e de imediato deu metade ao mendigo. E apesar de mal agasalhado sob chuva intensa, preparava-se para continuar o seu caminho cheio de felicidade. Mas subitamente, a tempestade desfez-se, o céu ficou límpido um sol brilhante inundou a terra de luz e calor. Para que não se apaga-se da memória dos homens o acto de bondade praticado pelo Santo, quis Deus que todos os anos nessa mesma época, e por alguns dias, o tempo frio para-se, e que o Céu e a terra sorrissem com a bênção dum sol quente e miraculoso. É o chamado Verão de São Martinho. E que eu como já é costume deslocar me a Góis minha terra natal para participar nas festas do dia de Todos os santos e celebrar a tradição de estar presente com a família no tradicional magusto colectivo, uma simpatia da Câmara Municipal de Góis e produtores locais de castanha.


(Texto publicado na blogagem colectiva de Novembro "O meu magusto" no blog www.aldeiadaminhavida.blogspot.com/ . Visite este blog e vote no seu texto preferido)

domingo, 25 de outubro de 2009

VINHO DO PORTO

ERA UMA VEZ UM VINHO
clique aqui para ler mais

Se gosta de conhecer como se faz e classifica um vinho do porto, leia estes textos na minha pagina web

AGUARDENTES

CLASSIFICAÇÃO DAS AGUARDENTES
Se gosta de conhecer como se faz ou classifica uma aguardente leia este texto .
Clic aqui para ler mais

VINHOS ESPUMANTES

OS ESPUMANTES

se gosta de conhecer com se faz ou classifica um espumante espumante
clique aqui para ler mais

sábado, 24 de outubro de 2009

SERVIR O VINHO

SERVIR O VINHO

Se gosta de saber com se deve servir um vinho
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VINHO VERDE

VINHO VERDE 

Se gosta de conhecer como se faz e classifica um vinho verde
CLIC AQUI PARA LER MAIS

O VINHO

VINHO

Se gosta de conhecer o que é o vinho, como se fabrica, as castas,  como se classifica, o que é um VQPRD, ou um DOC, um IPR, um garrafeira, uma reserva.etc.
Para ver mais clic aqui

Um excelente texto

CLASSIFICAÇÃO DO VINHO

CONHECER OS DIFERENTES TIPOS DE VINHO

Se gosta de conhecer quais os diversos tipos de vinho  como um MOSCATEL, um VQPRD, DOC, GARRAFEIRA, RESERVA, Etc.
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 UM EXCELENTE TEXTO.

domingo, 18 de outubro de 2009

NAS BEIRAS, COME-SE BEM...


Comer bem é sem dúvida algo que nós por cá. beirões, podemos apregoar bem alto! De certo que quem conhece as beiras, não discordará pois sabe que aqui existe uma culinária tipicamente tradicional da gente do povo, desenvolvida com base nos produtos regionais caseiros, com tradição secular passada de geração em geração. São de salientar os enchidos, os queijos, o cabrito, o borrego e o porco.

Tendo em conta que o pastoreio é um dos principais meios de subsistência destas gentes sobressai a grande tradição dos pratos com base na carne de cabra e ovelha. Dos mais notáveis o cabrito na grelha, o cabrito estonado, sem esquecer o tão saboroso cabrito no forno à moda da minha terra, a famosa chanfana das Beiras, um prato típico que nunca falta na mesa das gentes beirãs em dia de comemoração festiva, um prato confeccionado com carne de cabra adulta, levada ao forno em caçarolas de barro preto, o forno que ainda é aquecido a lenha, onde a carne coze lentamente durante várias horas, o que lhe confere um sabor inigualável. Os tão famosos maranhos, prato típico muito apreciado. Ah e a afamada matança do porco (que é sempre tornada numa festa!), os tradicionais torresmos, que vêm com a matança do porco, iguaria que já raramente temos o prazer de saborear na minha terra devido ao facto de já praticamente ninguém se dedicar a esta tarefa.

Claro que já terão percebido que na minha terra quem quiser comer bem ou menos bem terá de ser em casa de família ou amigos, porque restaurante é algo que não existe. Mas existe gente de bons costumes, hospitaleira e de grande carácter, que tem o condão de fazer amigos com muita facilidade, capaz de convidar para a sua casa e sentar à sua mesa qualquer viandante. Mas por momentos, desviei-me do essencial, comer bem. E por falar de comer estou a lembrar-me daquele bolo de cebola cuja base é a cebola, e se adiciona carne ou bacalhau ou sardinhas, conforme a disponibilidade. Bolo este que era regra obrigatória quando se cozia broa, actividade que era normalmente realizada uma vez por semana. Para quem não conhece, acreditam, é uma iguaria sem igual. Uma especialidade da minha terra, Carvalhal do Sapo.




quinta-feira, 1 de outubro de 2009

CHANFANA PARA O ALMOÇO DE DOMINGO

Enquanto o membro mais recente da família se actualiza lendo a revista domingo

o forno já está a aquecer, um dos primeiros preparativos do dia

vamos iniciar por aqui, um aperitivozito não faz mal a ninguém


Iremos acabar por aqui, um bom scotch



Ou talvez por um bom cognac. Tambem não deve ficar mal!.
Sempre com moderação. Lindos meninos ! assim está bem.



 Enquanto a carne de cabra velha vai macerando em tempero do dia anterior

Entretanto è altura de fazer a escolha da pomada para fazer o acompanhamento do prato,visto isso ser uma regra obrigatória para comer bem na minha terra.

Talvez um espumante tinto bruto, ou um Dupla da Bacalhoa vinhos, Magnum com 14,5% vol, produzido por dois enólogos: Filipa Tomáz da Costa e Vasco Penha Garcia, bons profissionais na arte de fazer bons néctares. Já cresce água na boca! continuem para ver.

O tabuleiro a entrar no forno previamente aquecido a lenha como vamos ver (pena que o tabuleiro não seja de barro preto como exige a tradição)
E como devem ter reparado já tenho a camisa molhada, e sem dúvida que foi o resultado da árdua tarefa de aquecer o forno, não foi do aperitivo, um moscatel roxo de 25 anos. São servidos, de aquecer o forno claro!



entretanto vamos temperar um tabuleiro de maçãs reinetas para assar ao mesmo tempo que a carne e as batatas, no forno com um tempero especial da casa incluindo um bom vinho do Por



Agora que as maçâs já passaram no forno o tempo suficiente, vamos deixar arrefecer um pouco para depois saborear como sobremesa.



Que tal o aspecto! O sabor garanto estava uma delicia.

Uma pequena vistoria ao forno e uma mexida para que a carne fique alourada por igual


Mais uma vistoria e após uma prova, está quase pronta,vamos aguardar para mais uns minutos

Está deliciosa vamos tirar do forno! Vão se chegando ah!ah!ah!

Tabuleiro a caminho da mesa, começam a ouvir-se rumores e o arrastar de cadeiras...
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Quanto à pomada decidi por um Tinto da Ânfora Grande Escolha de 2006 da Bacalhôa Vinhos de Portugal. Muito adequado para este prato, e disso sei eu acreditem. A Dupla magnum fica para a próxima, talvez vá acompanhar um bacalhau com batata a murro, acreditem que fazem um lindo casal.


Ah! Ainda não tinha falado das espectaculares batatinhas assadas com umas cebolinhas no forno, para acompanhar a deliciosa chanfana, sem dúvida casam muito bem.

A família já está reunida a volta da mesa, para iniciar mais um sacrifício de Domingo, ter de almoçar. Que tal são servidos de nos acompanhar neste sacrifício ?

Para a próxima amigos... para esta já é tarde. Estas imagens revelam os passos da preparação do almoço familiar de domingo em nossa casa em Azeitão, no dia 27 de Setembro 2009.

Garanto tudo foi usado com a maior moderação!!! Duvidam? paciência. Como se devem lembrar eu disse domingo, como tal é dia de descanso, e não há nada melhor que após o almoço se faça uma sestasita para retemperar as forças e tudo volta ao normal. É conveniente mantermos a forma, não podemos faltar aos treinos; entendidos! Ok?

Não podia deixar passar esta oportunidade, tendo em conta que no mês de Outubro está a decorrer no blog www.aldeiadaminhavida.blogspot.com, o tema, na minha terra come-se bem, façam uma espreitadela a este blog e vão ficar surpreendidos pela positiva. Podem colaborar com textos ou simples comentários. Já enviei o meu texto, não percam.

Acácio